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Visão e Raciocínio Sistêmicos

Liderança e a Visão Sistêmica.

debate

Uma das principais características da liderança que você ouvirá em treinamentos, palestras, simpósios e toda a sorte de eventos em torno de tema é a famosa Visão Sistêmica que o senso comum traduz como Visão do Todo. Uma visão indefinível e que não traduz o que é visão sistêmica. Simples assim. Visão do todo – O que é visão do todo ? O todo é o que?

Um dos erros comuns nas definições contemporâneas, principalmente na gestão imatura que tem ânsia de entender de tudo, é definir uma coisa que não se conhece por outra que também não se conhece. Imagine para um gerente, supervisor ou colaboradores num mundo hiperconectado, que tem resposta para tudo, receber uma indagação de um stakeholder sobre algo que não sabe ? É a morte.

Responder que não sabe é pior, é a morte com passaporte e passagem de primeira classe para o hades. Então parte-se imediatamente para as definições do que não sabemos usando como termo comparativo outra coisa que também não sabemos.

Como quem perguntou, geralmente não sabe do que está perguntando, a resposta satisfaz.

Guardadas as devidas proporções é como definir Infinito como algo que não tem fim. Acontece que ainda não conhecemos algo que não tem fim. Então definimos infinito como este algo que ainda não conhecemos. E ficamos na mesma. Não sabemos o que é infinito, mas o definimos. Nosso espectro emocional de pensamento se satisfaz com esta explicação, apesar de continuarmos não conhecendo do que estamos falando. Assim é o ser humano.

Assim alimentamos uma insana relação corporativa de erros alimentando novos erros. A comunicação sendo utilizada contra nós mesmos e contra a organização da qual somos colaboradores.

Visão Sistêmica e Raciocínio Sistêmico.

Quando entra no jogo ao invés do termo “Visão Sistêmica” o conceito de “Raciocínio Sistêmico” a coisa complica muito mais. Se não conseguimos definir a primeira, a segunda vai direto para o limbo e pode ser qualquer coisa. Qualquer delírio serve como resposta. E de delírio em delírio, a organização começa à tomar decisões erradas, relativamente à cenários e tendências que não enxerga, mas todos opinaram sobre este mesmo. Vamos então procurar ajudá-los com este tema elaborando um pouco sobre esta questão e dando um “start” para novas conclusões futuras.

Vamos começar, primeiramente, pela Visão Sistêmica e chegaremos ao Raciocínio Sistêmico. Vamos pedir ajuda à Pietro de Alleori Ubaldi. Pedagogo, professor, autor, tradutor, filósofo e Pensador Italiano. O mérito conceitual do que expomos embaixo é todo dele.

Visão Sistêmica e Visão Analítica.

Podemos estudar a natureza de um terreno, de duas maneiras:

  • Construindo, para nós, um conceito geral, observando-o do alto de um monte ou de um avião.
  • Fazendo uma idéia dele percorrendo-o a pé, passo a passo, em todos os sentidos.

No primeiro caso teremos uma visão de conjunto, que chamaremos de síntese ou Visão Sistêmica, uma via de mão única. No segundo teremos uma visão de pormenores que chamaremos de análise ou Visão Analítica, outra via de mão única.

No primeiro caso veremos as linhas gerais, que nos escapam no segundo; no segundo veremos as linhas dos pormenores, que nos escapam no primeiro. É lógico ser desse modo, porque o ser humano se encontra exatamente entre o microcosmo e o macrocosmo, ou seja, entre o infinitamente pequeno e o infinitamente grande. Somos feitos para perceber com os nossos sentidos apenas a realidade que nos é oferecida pelos fenômenos de nossa grandeza. Procuramos afastar-nos deles, superando-lhes os limites, com o microscópio e o telescópio, mas só podemos fazê-lo até certo ponto. Claro aqui fica que usamos tecnologia e pensamento para possuirmos visões que nossos sentidos naturais não nos proporcionam. Assim acontecem nas organizações e que algumas pessoas tem dificuldade para perceber.

O pensamento humano, filho de capacidades perceptivas incrustadas pela natureza das coisas entre esses dois extremos, lançou-se, em seu impulso natural para o conhecimento, ora uma direção ora noutra, criando assim instintivamente os dois métodos de pesquisa que o homem conhece: o dedutivo ( Sistêmico ) e o indutivo ( Analítico ). Com o seu método dedutivo, o homem explorou o terreno, como de cima de um monte ou de um avião, obtendo uma visão de síntese, mas sem ser controlada no local, em contato com o terreno onde ocorrem os fenômenos; uma visão de conjunto, de princípios gerais, onde faltam os pormenores. Isto ocorreu quando o homem se entregou nos braços da contemplação ou da intuição. Daí tirou os princípios gerais, não demonstrados, não focalizados com exatidão pelo trabalho racional, suficientes para saciar apenas a mente, até quando o seu amadurecimento lhes despertasse a fome de saber mais.

Eis então que, em certo momento, nasce a análise, usando a perspectiva oposta, ou seja, o método indutivo; com sua posse começou a explorar o terreno não mais do alto, mas percorrendo-o passo a passo, entrando em contato direto com os fenômenos. Não mais visão de conjunto, de síntese, mas dos pormenores, analítica. Daí a observação e a experiência, no primeiro caso excluídas, e os resultados práticos e utilitários, produzidos pelo pensamento científico. O método científico, entretanto, diante do problema do conhecimento, tem um ponto fraco: se é mais apto a agir na análise, dando-nos resultados práticos, é o mais inadequado, por ser método de análise, para dar-nos a visão de síntese e resolver assim o problema do conhecimento.

O Grande nó da gestão contemporânea.

Como tudo na vida que chega até os nossos sentidos, a Visão Sistêmica também é passível de interpretação. Se há uma visão, há um emissor e há um receptor. Havendo o receptor, inescapavelmente haverá a interpretação da Visão pelo receptor. Um exemplo demasiadamente simplificado, e para entender melhor : Quando os antigos olhavam para o céu e viam o sol, alguns viam um Deus, outros viam uma bola de fogo, outros viam um astro e assim por diante. Sem o conhecimento dos pormenores do Sol ( Visão Analítica ) todos viam a mesma coisa, mas com interpretações diferentes por falta de análises mais precisas. Uma mesma visão Sistêmica, interpretada de formas diferentes. O resultado eram ações diferentes diante da mesma visão sistêmica, do todo.

Você acha que acontece diferente nas organizações de hoje?

Resumindo e indo direto ao primeiro ponto, possuir Visão Sistêmica não significa muita coisa em si mesmo. Aonde está o nó da questão da Visão Sistêmica e que o pensamento da gestão contemporânea ainda falha quando encontra-se com este nó?

A Visão analítica não muda a primeira percepção da Visão Sistêmica, mas pode mudar radicalmente a interpretação da mesma visão. A visão analítica só é possível ao trilhar o terreno e perceber os seus pormenores, os detalhes, o comportamento, os fatores de influência, recursos, ações e tudo o que a análise fragmentada pode proporcionar. Quando uma visão analítica é bem construída e por pessoas preparadas para tal tem-se um enorme quebra cabeças que ao ser montado em sua totalidade, redunda inescapavelmente na corroboração da interpretação de uma visão Sistêmica ou sua reconstrução. Tem-se a mesma visão e sua interpretação corroborada pelas análises ou teremos de mudar a forma como interpretamos a visão do todo.

Sucede-se então que uma acaba dependendo da outra para serem tomadas com realidade. Uma Visão Sistêmica interpretada, sem concurso da análise, pode ser qualquer coisa, inclusive um delírio. O esforço analítico, sem o objetivo específico de uma visão sistêmica corre o sério risco de ser esforço jogado fora. Chegamos então ao Raciocínio Sistêmico, agora uma via de mão dupla.

Entendendo o Raciocínio Sistêmico.

O raciocínio é o motor das ações emancipadoras humanas e o seu grande diferencial dentre os demais seres que conhecemos. Como o dissemos, o raciocínio sistêmico é uma via de mão dupla e funciona, inescapavelmente, dentro do equilíbrio entre sintese e análise. Vamos entender melhor :

Para que uma Visão Sistêmica se cumpra é necessário que os seus pormenores, os detalhes, o comportamento, os fatores de influência, recursos, ações e tudo o que a análise fragmentada pode proporcionar, possibilite o cumprimento desta visão. Se não o fizerem, a visão não passará de delírio, fracasso.

O remédio para fugir do delírio é :

Primeira Via – Procurar novos pormenores, detalhes, comportamento, fatores de influência, recursos, ações e tudo o que a análise fragmentada pode proporcionar para que a visão se cumpra.

Ou……

Segunda Via – Mudar a visão para que seja corroborada pelo que a análise dos pormenores, dos detalhes, do comportamento, dos fatores de influência, recursos, ações e tudo o que a análise fragmentada pode proporcionar.

A Gestão contemporânea tem dificuldades para lidar com este tema. Está encerrada na primeira via e entende a segunda via como fracasso, dependendo de como muda-se a visão. Vê o fracasso nos pormenores, nos detalhes, no comportamento, nos fatores de influência, recursos, ações e tudo o que a análise fragmentada pode proporcionar, mas nunca vê o fracasso na interpretação da visão. Passa tal pensamento aos colaboradores e promove a desmotivação, a sensação do fracasso e a vontade de desistir, de mudar. Em poucas situações vimos a gestão assumir outro modelo de pensamento como : Não percebemos bem os pormenores, nem os detalhes para que nossa visão pudesse tornar-se realidade. Não promovemos o comportamento e não percebemos os fatores de influência em nosso negócio. Não disponibilizamos ou usamos os recursos e não tomamos as ações fundamentais para o cumprimento da Visão como à percebemos. Para o que realizamos, nossa visão deveria ser outra. Falhamos na visão amparada pelo que realmente estávamos dispostos à realizar.

Mudaria tudo. Transformaria fracasso em sucesso. Sucesso na percepção correta do que realmente pode-se fazer e realizar. Sucesso ao perceber-se o que deve-se fazer e que não fêz-se. Sucesso na obtenção de melhores análises. Daria um caminho à trilhar, um novo desenvolvimento à atingir e novas metas de desenvolvimento humano à serem perseguidas.

Mas o que vê-se, redundantemente nas organizações, é uma gestão acuada pelo seu senso de sobrevivência e procurando ávidamente por culpados pelo seu próprio fracasso, para não perder sua posição de ganhos financeiros, privilégios e outras vantagens. E a organização funciona mal, cria-se a tensão, que não resolve nada e só gera desgastes, por falta de capacidade de compreensão do funcionamento intrínseco da vida. Despreparo da gestão.

Raciocínio Sistêmico é fruto do equilíbrio entre a Visão Sistêmica e Analítica, uma é aderente à outra o tempo todo. Fazem parte no mesmo espectro de pensamento e características de Líderes e Gestores altamente preparados para o exercício de suas funções. Lamentávelmente e ainda uma raridade.

Quando o equilíbrio entre Visão Sistêmica e Visão Analítica não acontece o resultado é o fracasso de uma ou de outra. Este fracasso só é evitado por ações sistêmicas, amparadas por um raciocínio sistêmico ( equilíbrio entre as 2 ) e sério das situações nas quais as organizações deverão aprender à viver. Não há sustentabilidade sem equilíbrio.

Fora isto é delírio.

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Fonte desta matéria : TrainerBr

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PS : se pretende pesquisar mais sobre este tema e como é abordado no ambiente da Educação Corporativa, sugerimos que pesquise usando o título de seu interesse mais a adição das palavras que sugerimos em negrito. Poderá vir um material que acrescente informações importantes para sua pesquisa. Visão Sistêmica + Liderança Treinamento ou Liderança Treinamentos ou Treinamento para Gestores ou Treinamento para Líderes ou Treinamento In Company.

Boa pesquisa.

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